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Arte e Reciclagem Transformam Bairro de El Salvador com “Mona Lisa Latino-Americana” de 100 000 Tampas Plásticas

Uma obra de arte gigante está a dar que falar em El Salvador. Na fachada de um edifício no bairro de Zacamil, em San Salvador, ergue-se agora um mural de mais de 13 metros de altura que reinterpretou a célebre Mona Lisa com um twist verdadeiramente único: está feito com mais de 100 000 tampas de garrafas de plástico recicladas.  

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O responsável por esta peça é o artista venezuelano Óscar Olivares, que já tem um historial de murais criativos feitos com tampas plásticas em vários países. A ideia, conta ele em declarações à AFP, era retratar uma “Mona Lisa latino-americana”, com traços e cores que reflectem a luz e a vivacidade da cultura local, ao mesmo tempo que lançam uma reflexão sobre o consumismo e a poluição plástica. 

 

O mural, instalado no bairro popular de Zacamil — uma zona anteriormente associada à presença de gangues —, surgiu também como símbolo de transformação social e de renovação comunitária. A obra demorou três semanas a construir, mas a sua realização começou meses antes, com a recolha, lavagem e separação das tampas levadas pelos moradores e recicladores locais.  

Ao contrário da versão original de Leonardo da Vinci, nomeadamente no uso de tons sóbrios e iluminação suave, esta reinterpretada Mona Lisa usa uma paleta vibrante — capturada nas tampas de várias cores e tamanhos. Em vez de um fundo pastoral, o mural apresenta elementos como casas coloridas, uma montanha azul intensa e um céu quadriculado cheio de vida, recriando uma visão que é ao mesmo tempo um tributo à obra renascentista e uma celebração da criatividade contemporânea.  

A participação da comunidade foi um dos pontos mais valorizados por Olivares. Moradores e coletores de resíduos tiveram um papel activo desde a recolha das tampas até à colocação final no mural. Esta abordagem reforça uma mensagem de que a arte pública pode ser mais do que estética: pode ser um veículo para educação ambiental e coesão social.  

Olivares afirmou que os murais feitos com tampas plásticas pretendem dar às pessoas “uma visão completamente diferente sobre os resíduos plásticos”, desafiando a perceção habitual de lixo e incentivando a sua transformação em algo belo e significativo.  

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Este projecto já está a atrair visitantes locais e internacionais, curiosos por ver de perto o que é considerado o mural mais alto do mundo feito com tampas plásticas recicladas. Para muitos, é uma prova de que arte, sustentabilidade e envolvimento comunitário podem caminhar de mãos dadas — dando novo significado a espaços urbanos antes marginalizados. 


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