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Dois Anos a Gritar Insultos com Megafone à Meia-Noite… e Agora Vai Dormir na Prisão

Há vizinhos barulhentos. Há vizinhos que aspiram a casa às sete da manhã de domingo. E depois há quem transforme a varanda num estúdio de difusão sonora dedicado exclusivamente a insultar a vizinhança. Foi precisamente isso que aconteceu em Kaohsiung, onde uma mulher apelidada pela imprensa apenas como Chen levou a expressão “lavar roupa suja” a um nível… amplificado.

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Durante quase dois anos, pelo menos três vezes por semana, os moradores da zona foram acordados a meio da noite por sessões de impropérios transmitidas em volume máximo. Chen terá instalado equipamento de amplificação sonora na varanda do seu apartamento e usado um megafone para dirigir uma verdadeira “emissão nocturna” de insultos a vizinhos com quem mantinha desavenças.

O problema? Não eram apenas os alvos directos a ouvir. O som ecoava pelo bairro, afectando dezenas de famílias que nada tinham a ver com os conflitos. Cada sessão durava largos minutos — tempo suficiente para destruir qualquer hipótese de sono profundo e para transformar a rotina nocturna numa autêntica tortura auditiva.

Segundo o tribunal local, tudo começou em Maio de 2023. Chen alegou que apenas reagia ao barulho provocado pelos vizinhos e que as suas intervenções eram ocasionais. Mas os relatos apresentados em tribunal pintaram um quadro bem diferente: transmissões frequentes, volume máximo e uma persistência que testou a paciência colectiva durante quase dois anos.

Depois de inúmeras tentativas frustradas de resolver a situação de forma amigável, dezenas de moradores apresentaram uma queixa conjunta à polícia. O caso seguiu para tribunal, onde a arguida admitiu ter usado o megafone para insultar os vizinhos em horas tardias.

O juiz foi claro: ao recorrer deliberadamente a equipamento de amplificação para difundir linguagem abusiva durante a noite, Chen ultrapassou largamente o que a sociedade considera razoável — ou sequer tolerável. A sentença? Três meses de prisão, com possibilidade de conversão numa multa de 90 mil dólares taiwaneses (cerca de 3.600 dólares americanos). Ainda poderá recorrer.

Este não é um caso isolado no mundo das guerras de decibéis. Ao longo dos anos, têm surgido histórias igualmente caricatas: vizinhos que passam dias inteiros a tocar música aos berros, outros que recorrem a latidos gravados para atormentar quem vive ao lado, e até uma mulher que terá tocado repetidamente a ópera La Traviata, de Giuseppe Verdi, durante 16 anos.

A moral da história? Conflitos de vizinhança são quase inevitáveis. Mas quando a solução envolve um megafone e sessões nocturnas de insultos em alta potência, talvez seja altura de reconsiderar a estratégia.

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Porque, no fim, ninguém ganha uma guerra de som. E alguns acabam mesmo a trocar a varanda por uma cela.

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