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Escândalo Íntimo, Capacetes Proibidos e Ciberataques: Os Jogos de Inverno Ainda Nem Começaram… e Já Estão ao Rubro ❄️🔥

Se achava que os Jogos Olímpicos de Inverno eram apenas neve, medalhas e discursos inspiradores ao som de violinos épicos… pense outra vez. A edição que terá epicentro em Milão e Cortina d’Ampezzo está a transformar-se num verdadeiro festival de polémicas — e a cerimónia de abertura ainda nem sequer começou.

A mais insólita? Uma acusação que já foi baptizada nas redes sociais como “crotchgate”. Segundo o jornal alemão Bild, terão sido apresentadas à World Anti-Doping Agency alegações de que alguns saltadores de esqui estarão a injectar um soro ácido nos genitais para aumentar artificialmente o volume na zona da virilha. O objectivo não é estético nem romântico — é puramente aerodinâmico.

A teoria é simples, ainda que digna de um argumento rejeitado por Hollywood: ao aumentar a superfície do fato na zona da virilha, o atleta conseguiria maior sustentação no ar, planando mais longe na perseguição ao ouro olímpico. Uma espécie de “asa delta personalizada”, digamos assim.

O director-geral da WADA, Olivier Niggli, afirmou não ter conhecimento concreto sobre a eficácia do método. Ainda assim, deixou a porta entreaberta: se houver indícios de dopagem, o caso será analisado. O que não entra na alçada da agência são “outros meios” de melhorar o desempenho — frase que, convenhamos, deixa espaço para imaginação fértil.

A controvérsia surge depois de, no ano passado, atletas noruegueses terem sido apanhados a alterar a costura dos fatos na mesma zona durante os Campeonatos do Mundo. As regras foram apertadas. Mas aparentemente, quando se fecha uma costura, abre-se uma seringa.

Capacetes, tribunais e centésimos de segundo

Se acha que isto já é suficiente para uma novela desportiva, espere. A equipa britânica de bobsleigh e skeleton também entrou em cena, desta vez no Court of Arbitration for Sport, em Milão.

A razão? Um novo capacete desenvolvido pela federação britânica foi considerado ilegal devido a uma forma irregular que alegadamente ofereceria vantagem aerodinâmica. O principal prejudicado seria Matt Weston, apontado como forte candidato ao ouro no skeleton.

Weston lembrou que este é um desporto decidido por centésimos de segundo — e quando falamos de centésimos, qualquer milímetro conta. A inovação faz parte do jogo, mas há uma linha ténue entre criatividade técnica e violação regulamentar. E, pelos vistos, essa linha pode acabar decidida mais por advogados do que por treinadores.

Também os Estados Unidos avançaram com desafios legais depois de Katie Uhlaender falhar por pouco a qualificação para os seus sextos Jogos Olímpicos. Uma retirada estratégica de atletas canadianos reduziu os pontos disponíveis numa prova recente, levantando suspeitas de manipulação — embora a federação tenha concluído que nenhuma regra foi quebrada.

Rússia, ciberataques e guerra digital

E como se não bastassem polémicas desportivas e jurídicas, há ainda a dimensão geopolítica. A Rússia continua afastada da competição como equipa oficial, na sequência do escândalo de dopagem estatal revelado após os Jogos de Sochi 2014 e agravado pelo contexto internacional recente.

As autoridades italianas afirmam ter travado ciberataques dirigidos a sites olímpicos e hotéis em Cortina d’Ampezzo, numa tentativa de desestabilização digital. A guerra já não se trava apenas nas pistas geladas — também se desenrola nos servidores.

No meio de tudo isto, fica uma certeza: os Jogos Olímpicos de Inverno continuam a ser um palco de superação humana… mas também de criatividade duvidosa, batalhas legais e enredos dignos de série televisiva. E ainda nem vimos a primeira medalha ser entregue.

Se o espírito olímpico é mais alto, mais rápido e mais forte, aparentemente também inclui mais estranho.

Fonte: BBC Sport

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