Bizarrices
Estes pombos não são o que parecem: startup russa quer transformá-los em drones com implantes no cérebro 🕊️🤖
Se achava que os pombos serviam apenas para sujar estátuas, comer restos de croissants e ignorar humanos com ar superior… pense outra vez. Uma startup russa decidiu elevar o pombo urbano a um novo patamar tecnológico: o de drone de vigilância com penas. Sim, leu bem.
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A empresa chama-se Neiry e garante ter desenvolvido implantes cerebrais capazes de transformar pombos em autênticos biodrones. A ideia, segundo a própria, é simples (e ligeiramente perturbadora): inserir eléctrodos no cérebro das aves, ligar tudo a um pequeno estimulador montado na cabeça e… carregar no “play”. Resultado? Um pombo telecomandado, equipado com câmara no peito, GPS e até uma espécie de mochila solar para alimentar o sistema.
De acordo com a Neiry, este sistema permite controlar os movimentos da ave à distância, fazendo-a virar à esquerda ou à direita através de impulsos eléctricos no cérebro. Tudo isto sem necessidade de treino prévio, porque — citando a empresa — “qualquer animal se torna radiocontrolável após a operação”. Uma frase que, por si só, já merecia um prémio de ficção científica distópica.
Em comunicado, a startup explica que o método é altamente preciso, recorrendo a cirurgia estereotáxica para garantir que os eléctrodos são colocados no sítio certo. Garantem ainda uma taxa de sobrevivência de 100%, o que, sendo uma promessa absoluta vinda do mundo da tecnologia, levanta automaticamente uma sobrancelha.
O fundador da empresa, Alexander Panov, afirma que os pombos são apenas o início do projecto PJN-1. O plano é ambicioso: corvos para vigilância costeira, gaivotas para zonas marítimas e até albatrozes para grandes áreas oceânicas. Basicamente, um Avengers aviário ao serviço da vigilância.
A Neiry defende que os seus biodrones têm vantagens claras face aos drones tradicionais: não precisam de baterias, conseguem voar centenas de quilómetros por dia, funcionam em condições meteorológicas adversas e, detalhe curioso, podem operar em espaços aéreos restritos sem levantar alarmes. Afinal, quem suspeita de um pombo?
Oficialmente, a empresa fala em usos civis: monitorização de infra-estruturas, inspecção industrial e até missões de busca e salvamento. Nada de espionagem, claro. Mas vários especialistas torcem o nariz à ideia de que um projecto destes passaria despercebido num país liderado por Vladimir Putin. A simples possibilidade de vigilância encoberta com aves levanta sérias preocupações éticas e de segurança.
Ainda assim, convém manter os pés no chão. Até ao momento, não existem provas independentes de que o sistema funcione como anunciado. E, sejamos honestos, o historial recente de falhanços tecnológicos russos não ajuda propriamente a inspirar confiança. É possível que o PJN-1 seja mais uma ideia vistosa no papel do que uma revolução real nos céus.
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Para já, resta-nos olhar para os pombos da cidade com um pouco mais de desconfiança. Nunca se sabe se aquele ali, em cima do candeeiro, não está a gravar tudo em 4K.