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Quando o céu decidiu fazer cosplay de ecrã gigante: China volta a partir o recorde dos drones (e o bom senso também voou)

Há quem olhe para o céu e veja estrelas. Em Hefei, na província de Anhui, há quem já esteja habituado a ver… Wi-Fi a piscar em formação militar artística. Uma empresa chinesa decidiu que 22.580 drones não eram apenas suficientes — eram exactamente o número certo para escrever uma nova página do livro dos recordes mundiais e, possivelmente, deixar qualquer engenheiro de nervos em franja.

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A cena foi digna de filme futurista com orçamento ilimitado: milhares e milhares de drones a levantar voo em perfeita sincronização, como se alguém tivesse pegado num enxame de luzes e lhes dissesse “agora desenhem dragões, lanternas e coisas que façam o público dizer uau ao mesmo tempo”. E disseram mesmo. Sem colisões, sem quedas dramáticas, sem o típico “isto vai correr mal” que costuma acompanhar qualquer coisa com mais de três aparelhos electrónicos a funcionar em simultâneo.

Segundo os responsáveis, tudo isto foi controlado com sistemas de inteligência artificial e tecnologia de “swarm intelligence”, o que basicamente significa que os drones se comportaram como um único organismo com luzes LED e zero vontade própria. Um deles até falhou a descolagem, mas com mais de vinte e dois mil colegas no ar, ninguém deu pela falta — é o equivalente tecnológico a faltar uma formiga numa reunião de formigueiro.

O espectáculo serviu também como montra de músculo tecnológico. A China tem vindo a transformar estes shows de drones numa espécie de competição olímpica nocturna, onde o ouro não vai para quem corre mais rápido, mas para quem consegue iluminar melhor o céu sem transformar a cidade num episódio de “apagão total com efeitos especiais”.

E claro, há sempre o lado mais sério da coisa. Especialistas lembram que tecnologia de enxames de drones pode ter aplicações militares, o que torna estas exibições ainda mais impressionantes… e ligeiramente inquietantes. Porque uma coisa é ver um dragão luminoso a dançar no céu. Outra é imaginar o mesmo sistema a ser usado para coisas menos festivas.

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Por agora, porém, fica a imagem de um céu transformado em palco digital gigante, onde 22.580 pequenos pontos de luz decidiram, por uns minutos, que o mundo inteiro devia olhar para cima e dizer: “ok… isto é mesmo surreal”.


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