Há ideias que nascem para melhorar o mundo.
E há outras que fazem toda a gente parar, olhar duas vezes… e perguntar em voz alta: “Isto é a sério?”
A startup tecnológica Just Like Me decidiu entrar directamente nesta segunda categoria.
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A empresa lançou um serviço de inteligência artificial que permite às pessoas “falar com Jesus” através de um avatar digital. Sim, leste bem. Um Jesus gerado por IA, disponível para conversa em vídeo… mediante pagamento.
Um Jesus digital… com tarifa ao minuto
O conceito é simples — e ao mesmo tempo completamente surreal.
Por 1,99 dólares por minuto, ou cerca de 50 dólares por uma conversa mais longa, os utilizadores podem aceder a um chatbot com aparência e voz inspiradas em representações modernas de Jesus, incluindo referências à interpretação de Jonathan Roumie na série The Chosen.
Ou seja: fé, aconselhamento e conforto emocional… com contador ligado.
“Não é o verdadeiro Jesus” (convém dizer)
A própria empresa faz questão de clarificar que o sistema não é uma entidade divina, nem pretende substituir religião, igrejas ou crenças pessoais.
Segundo o CEO Chris Breed, o objectivo é criar uma espécie de mentor virtual baseado em textos bíblicos e sermões, capaz de oferecer orientação emocional e mensagens de inspiração.
Na prática, uma IA treinada na Bíblia do Rei Jaime e em conteúdos religiosos, desenhada para responder com linguagem de conforto e aconselhamento espiritual.

A internet reagiu… como seria de esperar
Apesar das explicações, a recepção online foi tudo menos celestial.
Muitas pessoas criticaram a ideia de cobrar por minuto para algo que, na sua visão, deveria ser gratuito e acessível a todos. Outros acusaram o serviço de explorar a fé para lucro.
E depois houve o lado mais irónico, inevitável nestes casos: memes, piadas e comentários a comparar a situação a uma “assinatura premium da espiritualidade”.
Fé, tecnologia e um negócio muito delicado
A verdade é que este tipo de produto abre um debate mais profundo.
Até que ponto a inteligência artificial pode entrar em territórios tão sensíveis como a fé e a espiritualidade?
E onde termina a inovação… e começa a exploração?
Um sinal dos tempos
Seja visto como inovação, provocação ou apenas mau gosto tecnológico, uma coisa é certa: já não há praticamente nenhum tema que escape à IA.
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Nem sequer aqueles que, durante séculos, estiveram fora de qualquer lógica comercial.
E isso, por si só, já diz muito sobre a era em que estamos a viver.