Bizarrices

Parece humana, está quente ao toque e custa uma fortuna: conheça Moya, a robô que anda no limite do assustador 🤖😬

Se acha que os robots humanoides ainda pertencem ao domínio da ficção científica, talvez seja melhor sentar-se. Uma startup chinesa acaba de apresentar aquela que descreve como a primeira robô biomimética do mundo, capaz de imitar características humanas com um nível de detalhe… desconfortavelmente elevado. O nome dela é Moya e, segundo os criadores, não só anda e faz expressões faciais como também tem temperatura corporal semelhante à de um ser humano. Sim, quente ao toque. Exactamente como está a pensar.

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A responsável por esta criação é a empresa DroidUp, sediada em Xangai, que apresentou recentemente Moya como o auge da sua tecnologia biónica. À primeira vista, Moya parece saída de um filme futurista com orçamento generoso: pele realista, traços faciais detalhados, proporções humanas e um olhar que tanto pode transmitir empatia… como provocar arrepios. A versão feminina mede 1,65 metros, pesa cerca de 32 quilos e foi desenhada para parecer elegante e acessível — palavras da própria empresa.

De acordo com a DroidUp, Moya consegue manter uma temperatura corporal entre os 32 e os 36 graus Celsius, algo que, segundo estudos citados pela empresa, ajuda os humanos a criarem empatia através do toque. Em teoria, faz sentido. Na prática, a ideia de um robot “quentinho” já está a deixar metade da Internet dividida entre o fascínio e o puro terror.

A startup afirma ainda que Moya tem uma precisão de 92% na marcha humana. O problema é que os vídeos divulgados mostram que os restantes 8% fazem toda a diferença. A forma como anda está longe de ser natural, lembrando mais alguém que acabou de aprender a usar pernas novas depois de uma noite mal dormida. Felizmente (ou não), a robô compensa com outras capacidades.

Graças a uma câmara alimentada por inteligência artificial colocada atrás dos “olhos”, Moya consegue reconhecer pessoas, estabelecer contacto visual e interagir verbalmente, acompanhando tudo com expressões faciais subtis. Subtis demais, dirão alguns utilizadores das redes sociais, que classificaram o resultado como “perturbador” e “demasiado próximo do vale da estranheza”.

Apesar das reacções mistas, a DroidUp garante que Moya será lançada comercialmente até ao final do ano, com um preço base de 1,2 milhões de yuan — cerca de 173 mil dólares. Antes de começar a poupar, convém saber que o alvo inicial não são consumidores domésticos, mas sim instituições de saúde e educação. Ou seja, hospitais e escolas poderão ser os primeiros locais onde humanos e robots quentinhos vão coexistir.

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Se Moya representa o futuro da robótica ou apenas mais um passo inquietante rumo a um mundo à Black Mirror, ainda é cedo para dizer. Uma coisa é certa: o conceito de “parece humana” nunca esteve tão literal — e tão desconfortavelmente caro.


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