Bizarrices
Bebeu Demais? Sem Problema: Pai Belga Entrega o Volante ao Filho de 12 Anos e Segue Viagem
Há decisões questionáveis, há decisões duvidosas… e depois há decisões que mereciam um prémio especial na categoria “Como é que isto me pareceu boa ideia?”. Foi exactamente isso que aconteceu na Bélgica, mais concretamente na zona de Antuérpia, quando um pai decidiu que a melhor solução para regressar a casa depois de uns copos a mais seria… entregar o volante ao filho de 12 anos. Sim, leu bem. Doze. Anos.
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A cena digna de um filme de comédia absurda aconteceu na noite de 2 de Janeiro, durante a tradicional campanha BOB, aquela operação policial bem conhecida na Bélgica que serve para apanhar condutores com álcool a mais no sangue. Os agentes estavam a realizar testes de alcoolemia na comuna de Duffel quando repararam num carro que se aproximava do posto de controlo a uma velocidade tão lenta que parecia estar a participar numa procissão. O veículo acabou por parar… dezenas de metros antes do local onde devia parar.
Quando os polícias se aproximaram, perceberam rapidamente que algo não batia certo. O condutor era demasiado baixo. Demasiado novo. Demasiado… criança. Ao chegarem à janela, confirmaram o inesperado: ao volante estava um rapaz de apenas 12 anos. No lugar do pendura, o pai, tranquilíssimo, explicou que tinha bebido demais e, por isso, achou prudente pedir ao filho que conduzisse até casa. Uma lição de responsabilidade… ao contrário.
O mais incrível é que no banco de trás seguiam a mãe e dois irmãos mais novos do rapaz, todos aparentemente confortáveis com a situação. Plot twist: a mãe tinha carta de condução válida. Mas, por algum motivo misterioso que ficará para sempre perdido na história da humanidade, achou que a melhor opção era deixar o pré-adolescente assumir o comando da viatura numa estrada nocturna.
Apesar de não ter havido acidentes — o que, convenhamos, já é quase um milagre automobilístico — a polícia não deixou passar o episódio em branco. O jovem foi multado por conduzir sem carta, enquanto o pai foi autuado por confiar o carro a alguém manifestamente inapto para o fazer. Até aqui, tudo dentro do esperado.
Mas a história não ficou por aí. As autoridades elaboraram ainda um terceiro auto por “situação educativa preocupante”, uma acusação raríssima em casos de trânsito, mas que abre caminho para uma avaliação mais profunda do ambiente familiar. Resultado: pai e filho terão agora de comparecer em tribunal na cidade de Malines, onde o juiz terá certamente uma história interessante para contar no jantar.
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Quanto ao regresso a casa naquela noite? No final, a solução mais óbvia acabou por surgir: a mãe assumiu o volante e fez aquilo que podia ter feito desde o início. Às vezes, o bom senso chega tarde… mas chega.